PADRE JOSÉ FILÂNDIA



Nossa página na web, além de ter o intuito de apresentar fatos que se tornaram notícias durante a semana no município de Nhamundá, também quer mostrar nomes de personalidades que
marcaram a história de nossa terra.

Aqui, começo falando de alguém que muito contribuiu para o desenvolvimento humano e espiritual, além da estrutura física da paróquia de Nhamundá.
“Padre Zezinho”, como é conhecido por todos, é um missionário do PIME (Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras) que nasceu na cidadezinha de Melilli, perto da província de Siracusa, Itália, no dia 1º de maio de 1941. Desde a idade de 13 anos, estudou nos seminários do Pime, em Trentola-Ducenta, aversa, província de Caserta, completando os estudos teológicos em Milan. Foi ordenado sacerdote no dia 21 de julho de 1968. Depois de um ano de responsabilidade educativa no Seminário de Catânia, na Sicilia, o padre José foi destinado à Parintins-Am, onde de navio, chegou em novembro de 1969, conhecendo os primeiro brasileiros na cidade de Macapá-Amapá.
O Bispo Monsenhor Arcangelo Cerqua, naquela época responsável pela Prelazia de Parintins, recebeu o missionário novato no começo do mês de dezembro. Depois de três meses de estudo do Português, o padre José fez umas experiências missionárias em Maués e no interior da Paróquia do Sagrado Coração, até que em  1972 chegou em Nhamundá, onde já se encontrava o Padre Benito de Pietro e Padre Antonio Accurso.
O Pe. Zezinho ficou em Nhamundá, até o ano de 1982, ajudando na paróquia, especialmente cuidando e animando a “curumizada”, como ele costumava chamar para os meninos e meninas, com os seus “Craques de Jesus”,  que era  o grupo de adolescentes e jovens locais; além disso, ajudava na animação das comunidades rurais com os retiros espirituais e festas religiosas.
Depois do ano de 1982, o Padre José ficou na Itália por quatro anos, sempre responsável de seminaristas. De 1985 a 1997, Padre Zezinho trabalhou como missionário na Papua Nova Guiné, na Oceania. Na ilha Kiriwina, do arquipélago Trobriand, o Padre, quase sempre isolado, ficou por 12 anos, efetuando regulares visitas nas outras ilhas da Paróquia, incluindo também a ilha Woodlark, onde o Pime teve sua primeira missão, e onde foi morto pelos nativos, o Beato João Mazzucconi. Na ilha Kiriwina, de origem coralina, não tinha água, nem luz elétrica, nem telefone, e por isso a comida importada era toda em conserva. Graças a Deus, apesar de uma grave hipertensão, Padre resistiu. Depois de doze anos, o Padre Zezinho voltou para a Itália, ficando aí como diretor do Seminário Missionário em Mascalúcia, aos pés do grande vulcão Etna, sempre fumegante e com freqüentes explosões de fogos e magma. O perigo, porém, nunca ameaçou de perto a moradia do Padre.
Terminados os seus compromissos com o seminário, o Padre escolheu de voltar para o Brasil, depois de 24 anos de ausência, pedindo ao Bispo Dom Giuliano se podia continuar a trabalhar em Nhamundá; desejo que foi acordado.
Todos conhecem o trabalho de Padre Zezinho nestes últimos sete anos no Brasil, na cidade e no interior. Chegando à idade de 70 anos, o Padre Zezinho está aproveitando o período de féria para deixar a Paróquia de Nhamundá, como Pároco. Primeiro, foi à Austrália, onde ainda mora sua idosa mãe Sebastiana de 88 anos; e depois foi para a Itália, para cuidar de alguns problemas de saúde, na esperança de voltar para o Brasil e ajudar em alguma paróquia, num silencioso apostolado, feito de confissões, celebrações e eventuais encontros de catequese.
NOVO: Padre José retornou ao Brasil e já se encontra em Nhamundá.
Fonte: Nhamundá Pré-história, história, crônicas e fofocas – Padre José Filândia.